A Nova Era do Conhecimento

A Nova Era do Conhecimento




Por Fernando Rebouças

No final dos anos 1990, boa parte dos especialistas nas áreas humanas e tecnológicas indicava o século XXI como o século do conhecimento. Atualmente, aos vivermos no século XXI, percebemos que , além do conhecimento, também estamos no século da informação.

O filósofo Zigmunt Bauman, no livro “Modernidade Líquida” , a sociedade pós-moderna é marcada pela perenidade, intangibilidade e velocidade; não importa mais o tamanho e a qualidade do conteúdo, mas a leveza e a rapidez de sua distribuição e método de aplicação.

Para debater esse assunto no contexto das ciências sociais no Brasil, os autores Mario Sergio Cortella, um dos maiores professores de filosofia do país, e Gilberto Dimenstein, jornalista de grande histórico nas questões sociais, se uniram para escrever o livro “A Era da Curadoria – O que Importa é Saber o que Importa!”, publicado no Brasil pela editora Papirus, selo 7 mares.

Cortella e Dimenstein analisam as principais percepções acerca do aumento do acesso às tecnologias da informação, plataformas que permitem ao cidadão ser leitor e autor; fatores que geram um ambiental de excesso de informações, nos obrigando a selecionar cada vez mais o que possui real relevância e credibilidade.

O livro “A Era da Curadoria” é redigido a partir de um bate- papo entre os dois autores que discutem o acesso à informação no âmbito da educação, da crítica, da simultaneidade e da formação do cidadão. Portanto, saber selecionar o que é relevante nestes mares de informações torna o indivíduo num curador de conteúdo.

Leia a seguir um trecho de abertura do livro:

Gilberto Dimenstein – Sou movido por um conflito profissional , e venho transformando esse conflito em fonte de inspiração. Até certo momento, eu tinha extrema clareza do que fazia, de como podia ser um bom jornalista. Foi essa clareza que me possibilitou conquistar todos os prêmios que recebi como jornalista (…). Sou do tempo, afinal, em que as pessoas ainda esperavam o jornal em papel para ver as novidades.”

Mario Sergio Cortella – Gosto muito dessa expressão “sou do tempo” porque ela indica um pertencimento histórico ! E eu “sou do temo” em que os pais mais argutos ou favorecidos ordenavam aos filhos a leitura diária do jornal.”

Cortella e Dimenstein prosseguem analisando os registros e as experiências humanas perante a velocidade de acesso aos conteúdos de informação. O tema do livro é indicado para, principalmente, as áreas de educação, filosofia, comunicação e sociologia.

Conheça o livro:

http://www.papirus.com.br/livros_detalhe.aspx?chave_livro=4201&pagina=0&origem=livros.aspx&opcao=pesquisa&qual=autor&descricao=CortelLa

Capa:

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