Angra 3

Angra 3.

Por Fernando Rebouças

Em 1967, no governo do presidente Costa e Silva, o Brasil criou o Programa Nuclear Brasileiro, e através de um acordo com a empresa norte-americana Westinghouse, o Brasil em 1972, iniciou as obras de Angra 1, que entrou em atividade em 1982. Em 1975, o Brasil firmou parceria com a Alemanha para construir Angra 2 e Angra 3.

A previsão era concluir as obras de Angra 2 e Angra 3, entre os anos de 1983 e 1984. As obras ficaram paradas por faltas de recursos e por questões técnicas, as obras de Angra 3 foram paralisadas em 1986. Forma priorizadas as instalações de Angra 2, que iniciou atividade em julho de 2000.

As obras de Angra 3 consumiram cerca de 750 milhões de dólares em equipamentos, e sua manutenção, cerca de 20 milhões de dólares ao ano. Depois da crise energética que o Brasil passou em 2001, foi iniciado um debate para o país lançar-se novamente à energia nuclear como forma de garantir geração de energia, cuja matriz não dependesse das hidrelétricas somente, daí a ideia de retomar as obras de
Angra 3.

Angra 1 e Angra 2, em atividade, correspondem juntas a 3 % de energia consumida no Brasil. Angra 3 teria potência para gerar 1.350 MW/h, o que significaria um terço do consumo de energia do Estado do Rio de Janeiro. Se as obras forem retomadas em 2009,  a usina ficará pronta em 2014.

Ambientalista e especialistas em geração de energia se opõem contra o projeto de Angra 3, pois o Brasil teria todas as condições para implementar investimentos em matrizes de energia alternativa. No Nordeste, o Brasil possui grande potencial para o investimento em energia eólica, por ser uma região rica em ventos.

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