Aquecimento global e carência alimentar

Aquecimento global e carência alimentar.

Por Fernando Rebouças

Baixa produtividade agrícola, perda de nutrientes no solo e alta nos preços dos alimentos será uma realidade agravante em 2100. A revista  “Science” publicou em 2008, um estudo que alerta sobre a probabilidade de mais de 90 % das regiões tropicais e subtropicais de terem elevados recordes de temperatura mais altos dos que os registrados no século 20.

Tal situação acarretará perdas de produção agrícola, numa média de 20 % a 40 % do total das culturas mais consumidas. O estudo relata que a cada 1ºC a mais, perde-se entre 2,5% a 16% na produção agrícola. Rosamond Naylor, diretor de Programa Alimentar e Ambiente da Universidade de Stanford, EUA, alerta que é urgente um replanejamento no sistema agrícola em todo o mundo e analisar a saída da mão-de-obra agrícola para o trabalho na cidade, no decorrer do século XXI.

O estudo foi feito a partir de computadores que simulam o futuro meteorológico tendo como referência o histórico atual e passado do aumento das temperaturas no planeta. Os recordes de calor registrados na Europa Ocidental em 2003, nos quais morreram mais de 50 mil pessoas, será cada vez mais habitual.

No Brasil, segundo a Embrapa, a grande perda será na produção de soja, cuja área cultivável diminuirá para 34 % até 2050. Outras culturas a sofrerem com o aquecimento global serão o café, girassol, milho, algodão, arroz e feijão.

Bibliografia : site Folha de SP

site Embrapa.

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