DIP

DIP.

Por Fernando Rebouças

Criado em dezembro de 1939, para substituir o Departamento de Propaganda e Difusão Cultural (DPDC), o DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda – era dirigido por Lourival Fontes, jornalista e intelectual da época.

O DIP possuía plenos poderes de controle e censura sobre as manifestações culturais no Brasil. Ainda objetivava coordenar a propaganda oficial sobre a imagem de Getúlio Vargas.

Controlava a imprensa, a literatura, o teatro, o cinema, o esporte, o entretenimento e as transmissões de rádios. O DIP trabalhava para tornar a figura de Getúlio Vargas cada vez mais popular perante os trabalhadores da época.

O DIP foi inspirado nas ditaduras nos anos 30, que permeava pela Europa e pelos estados comunistas. Assim como ocorria no fascismo e nazismo, o DIP buscava fazer propaganda que cultuasse a personalidade do ditador.

Em 1940, o DIP passou a controlar o jornal O Estado de São Paulo, a  utilizá-lo como instrumento de propaganda, fase que durou até 1945, fim do Estado Novo e da Segunda Guerra. Nesse mesmo ano, o DIP tornou-se extinto.

Fato curioso ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial, foi o auxílio que o DIP concedeu à campanha norte-americana de barrar as influências alemãs no Brasil. Nessa época, o Brasil recebeu as visitas de artista norte-americanos como Orson Welles, Disney e Rockfeller.

ReferÊncias:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_de_Imprensa_e_Propaganda

http://www.cpdoc.fgv.br/nav_historia/htm/anos37-45/ev_ecp_dip.htm

 

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