Discurso na publicidade

Discurso na publicidade.

Por Fernando Rebouças

Num texto específico e redigido para apresentar uma ideologia, afirmá-la e conquistar , por meio do texto, a opinião favorável do leitor, segue basicamente os passos da argumentação, convencimento e persuasão.

Num discurso, o ato de convencer está relacionado com a razão, utilizando o raciocínio lógico e exemplos objetivos. A persuasão é um passo de caráter ideológico, subjetivo e intemporal.

Persuadir é atingir a vontade e o sentimento do leitor, conquistando a sua adesão. Em suma, convencer é trabalhar sobre os meandros da “mente” e, persuadir, um ato “emocional”.

Na arte retórica, o filósofo Aristóteles apresenta três gêneros da retórica:

– Deliberativo;

– Judiciário;

– Demonstrativo.

O deliberativo, relacionado ao futuro, é referente ao ato de aconselhar ou desaconselhar para situação ou ação futura. O judiciário, relacionado ao passado, é utilizado para a acusação e defesa de fatos pretéritos. O gênero demonstrativo, ligado ao tempo presente, tem o objetivo de afirmar ou censurar o estado atual das coisas.

No texto publicitário predomina o gênero deliberativo, após demonstrar o estado atual do produto (marca, características, preço, ofertas, vantagens, etc), o texto publicitário delibera, aconselha, expressa uma ordem de consumo , sempre favorável ao consumidor.

Referências:

Carrascoza, João Anzanello. A evolução do texto publicitário, São Paulo, Ed.Futura, 2005.

Carrascoza, João Anzanello. Redação Publicitária, São Paulo, Ed.Futura, 2003.

 

 

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