Diversidade de gênero no mercado

Diversidade de gênero no mercado

Redação

Nos dias atuais, as questões relacionadas à diversidade de gênero e identidade de gênero alcançaram destaque em filmes, telenovelas e debates em diferentes instituições da sociedade. Porém, independente das opiniões e da formação do indivíduo com a sua identidade de gênero, é necessário que o cidadão não fique alijado de seus direitos e deveres e que tenha oportunidade de atuar no mercado de trabalho.

A diversidade de gênero no mercado parte da discussão de igualdade de salários e de condições de trabalho entre homens e mulheres. Mas, esse debate está se intensificando sobre as condições de trabalho existente para os transgêneros. A partir de análises da FEA-USP (Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), a inserção de pessoas que se apresentam como transgêneros no mercado de trabalho ainda é muito restrita no mercado de trabalho.

Da mesma forma que, historicamente, muitas mulheres já perderam oportunidades de trabalho ou melhores remunerações por culpa do sexismo, o mesmo tem sido percebido em relação aos transgêneros. Geralmente, pessoas “trans” atuam na função onde são aceitas e não onde estudaram e escolheram.

Identidade de gênero

A respeito da diversidade de gênero e da identidade de gênero, segundo o documento “Livres & Iguais” da ONU (Organização das Nações Unidas), considerando a experiência das pessoas com o próprio gênero, a pessoa que se identifica com o gênero designado no nascimento é cisgênero. O “cisgênero” é o indivíduo que se identifica com as características físicas (genitais e hormonais) que possui desde o nascimento.

Quando a pessoa nasce e não se identifica com o sexo biológico ela pode se identificar com uma extensa variedade de identidades, sendo o caso do “transgênero” que apresenta uma identidade diferente de seus aspectos físicos. Portanto, seja na dimensão pessoal ou profissional, o indivíduo, seja ele cisgênero ou transgênero, não pode sofrer perseguição ou qualquer tipo impedimento no seu desenvolvimento como cidadão.

O mercado e a diversidade de gênero

Apesar do mercado de trabalho não conceder oportunidades plenas para pessoas trans, no campo acadêmico escolas e universidades aceitam o uso do nome social de quem vive e se assume como “trans” na sociedade. Mas, além de ser apenas uma preocupação social e um direito, em instituições privadas de ensino pode ser uma oportunidade para atrair mais alunos trans.

A diversidade de gênero e o debate tradicional

Até o ano de 2015, numa visão geral, a diversidade de gênero nas grandes corporações é analisada e debatida sob o aspecto de igualdade profissional entre homens e mulheres, independente da opção e da identidade sexual. No ano de 2013, a partir de uma pesquisa realizada pela Consultoria Mckinsey em 345 empresas situadas em seis países latino-americanos, incluindo o Brasil, as empresas que tinham uma ou duas mulheres presentes no comitê executivo apresentaram melhor desempenho do que as empresas cujos comitês eram formados somente por homens. Na prática, empresas que possuem maior participação feminina geram mais valor para as empresas.

Esse fator tem incentivado as empresas a estimular a participação das mulheres em diferentes atividades das corporações, sendo uma estratégia de negócio de geração de valor para a empresa e não apenas uma preocupação com a igualdade de gêneros no mercado e na sociedade. Segundo a mesma pesquisa, o retorno sobre o patrimônio foi 44% maior com a presença de mulheres nos comitês de decisão das empresas.

 

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