Era Vargas

Era Vargas

Na história do Brasil, o período de 1930 a 1945 é referido como a Era Vargas, fase em que a República foi presidida por Getúlio Vargas incluindo a implementação do Estado Novo. Vargas inseriu no país profundas mudanças nas áreas econômicas, trabalhistas e sociais.

A República Velha (Café com Leite) se estendeu até 1930, com a deposição de Washington Luís e a revogação da Constituição de 1891. O então presidente eleito, Júlio Prestes não assumiu a presidência em virtude do golpe arquitetado por Vargas seguido pela dissolução do Congresso Nacional que incluiu a intervenção federal nos governos estaduais.

Geralmente, nos livros de história do Brasil, a Era Vargas é dividida em três períodos:

– Governo Provisório de 1930 a 1934 – Nessa fase, Getúlio Vargas governou por decreto como Chefe do Governo Provisório, cargo criado durante a Revolução de 1930 e que perdurou até a promulgação da Constituição de 1934.

– Assembleia Constituinte de 1933 a 1934 – Nessa segunda fase, Getúlio Vargas foi eleito pela assembleia como presidente tendo um poder legislativo ao seu lado.

– Estado Novo de 1937 a 1945 – A partir do Estado Novo, Getúlio Vargas impõe uma nova constituição e aplica novo golpe instituindo um Estado autoritário, assumindo o poder como ditador.

O Estado Novo tem o seu fim em 1945, com a redemocratização do país e a eleição do general Eurico Gaspar Dutra. Getúlio Vargas seria eleito e assumiria o poder novamente, mas pelo voto popular, em 1951, governando até 1954.

Um dos períodos mais fortes de Vargas no poder foi o Estado Novo, anunciado em 10 de novembro de 1937, em cadeia de rádio pelo próprio Vargas, declarando a sua decisão de combater o comunismo, como ditador fechou o Congresso Nacional. Na história da República do Brasil, Getúlio Vargas foi um divisor de água, mas ao mesmo tempo uma figura política questionável pelos seus adversários e opositores.

A Era Vargas já caiu na prova do ENEM, veja:

ENEM 2011 QUESTÃO 26


É difícil encontrar um texto sobre a Proclamação da República no Brasil que não cite a afirmação de Aristides Lobo, no Diário Popular de São Paulo, de que “o povo assistiu àquilo bestializado”. Essa versão foi relida pelos enaltecedores da Revolução de 1930, que não descuidaram da forma republicana, mas realçaram a exclusão social, o militarismo e o estrangeirismo da fórmula implantada em 1889. Isto porque o Brasil brasileiro teria nascido em 1930

MELLO, M. T. C. A república consentida: cultura democrática e científica no final do Império.
Rio de Janeiro: FGV, 2007 (adaptado).

O texto defende que a consolidação de uma determinada memória sobre a Proclamação da República no Brasil teve, na Revolução de 1930, um de seus momentos mais importantes. Os defensores da Revolução de 1930 procuraram construir uma visão negativa para os eventos de 1889, porque esta era uma maneira de

  1. A

    valorizar as propostas políticas democráticas e liberais vitoriosas.

  2. B

    resgatar simbolicamente as figuras políticas ligadas à Monarquia.

  3. C

    criticar a política educacional adotada durante a República Velha.

  4. D

    legitimar a ordem política inaugurada com a chegada desse grupo ao poder.

  5. E

    destacar a ampla participação popular obtida no processo da Proclamação.

     

Resposta: Letra D

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