Escravidão indígena

Escravidão indígena 

Por Fernando Rebouças

A escravidão indígena era iniciada através do aprisionamento de nativos pelos colonizadores. Os colonizadores forçavam os índios a trabalhar na lavoura, na extração de recursos naturais e em atividades domésticas.

Havia também a venda de indígenas capturados, principalmente durante um conflito entre tribos, quando a tribo vencedora entregava os derrotados para as mãos dos colonizadores.

A escravidão indígena não beneficiava em grande escala a metrópole portuguesa, somente em nível local aos colonizadores. Este foi um dos fatores para a implantação da escravidão do africano no Brasil.

Muitos indígenas não resistiam, morriam por suicídio ou pelo esforço do trabalho forçado. Em suma, houve três maneiras de inserir o índio no processo de colonização:

– Captura e escravidão forçada;

– Aculturação e destribalização;

– Integração do indígena como trabalhador assalariado.

A Coroa Portuguesa considerava o índio como um súdito, o que legalmente não permitia que o índio fosse considerado escravo. Mas, por necessidades mercadológicas para a produção do açúcar, quando os colonos não tinham condições de comprar escravos africanos, a força escrava do índio era utilizada.

O apogeu do trabalho escravo dos nativos ocorrera entre 1540 a 1570, principalmente nos atuais estados de Pernambuco e Bahia. A partir de 1570, a Coroa Portuguesa pretendeu criar legislação para proibir a escravização indígena, porém permitindo brechas legais para a sua utilização.

Referências:

 

http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/esc_indigena.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o_no_Brasil#O_aprisionamento_de_ind.C3.ADgenas_e_o_tr.C3.A1fico_negreiro

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