Expansão da energia nuclear no mundo

Expansão da energia nuclear no mundo

Por Fernando Rebouças

Até o ano de 2030, a geração de energia nuclear poderá triplicar as suas médias de produção no mundo. Depois do acidente na usina de Fukushima, causado por um tsunami em março de 2011 no Japão, o governo japonês autorizou o projeto e a legislação pós-Fukushima e reativou um segundo reator nuclear, na usina de Sendai, em 2015.

A geração de energia nuclear encontra mais espaços na América Latina, países como Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia, Peru e Venezuela estão expandido suas instalações ou estudando a possibilidade de construírem seus primeiros reatores. Na América do Sul, somente Brasil e Argentina possuem usinas nucleares.

O Brasil possui em funcionamento as usinas de Angra I e Angra II, e está construindo a usina de Angra III.Segundo a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) divulgou que a América Latina, que produz 4,7 gigawatt de geração nuclear, poderá produzir 13,4 GW em 2030.

Em média, um reator de 1 GW poderá custar entre 2 a 11 bilhões de dólares, levando 10 anos para ficar pronto. O Brasil pretende construir mais quatro usinas nucleares até o ano de 2030, com investimentos da iniciativa privada.

Nos últimos anos, a uma estatal russa do setor já possui 300 bilhões de dólares em pedidos de construção e instalação de reatores em 12 países, e considera a América Latina como um mercado em potencial. O crescimento de investimentos em geração de energia nuclear deve-se ao crescimento da demanda por energia elétrica no planeta.

Por outro lado, apesar de ser considerada uma energia limpa e uma alternativa às fontes poluidoras de geração, ainda não há solução para o resíduo nuclear produzido pelas usinas após o processo de produção de energia. Outro fator de preocupação é o aumento de riscos de acidentes nucleares.

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