Ferreira Gullar

Ferreira Gullar

Por Fernando Rebouças

José Ribamar Ferreira, mas conhecido como Ferreira Gullar, nasceu em São Luís, em 10 de setembro de 1930. É reconhecido como poeta, jornalista, biógrafo, crítico de arte, ensaísta e colunista de jornal. Em 5 de dezembro de 2014, tomou posse na cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras, vaga herdada após a morte de Ivan Junqueira.

No ano de 2002, foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura. No ano de 2007, o livro “Resmungos” recebeu o Prêmio Jabuti na categoria de melhor livro de ficção do ano. No ano de 2010, recebeu o Prêmio Camões.

É autor de um dos poemas mais marcantes da literatura moderna brasileira, o “Poema Sujo”, leia um trecho:

“turvo turvo

a turva

mão do sopro

contra o muro

escuro

menos menos

menos que escuro

menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo

escuro

mais que escuro:

claro

como água? como pluma? claro mais que claro claro: coisa alguma

e tudo…”

Além de poeta, atuou como jornalista e nos últimos anos colaborou com o jornal Folha de São Paulo, a editora Três Estrelas, selo da Publifolha, lançou uma coletânea de artigos publicados por Gullar no jornal sob o título “A Alquimia na Quitanda”, na página 160 está publicada uma carta tardia à Carlos Drummond de Andrade:

“Poeta Carlos Drummond de Andrade, desculpe-me se venho lhe perturbar o sossego, dizendo-lhe coisas que, para você, a esta altura, não têm qualquer importância.Estarei sendo mesmo impertinente ao manifestar-lhe, deste modo, minha solidariedade em face do vandalismo com que têm agredido sua estátua, ali, no calçadão da avenida Atlântica. Saquear a estátua de um poeta é coisa de gente demasiado ignorante.”

Conheça mais o livro:

http://www.editora3estrelas.folha.uol.com.br/catalogo/livros/122840-a-alquimia-na-quitanda.shtml

A alquimia na quitanda - Capa

 

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