A fotossíntese realizada por animais

A fotossíntese realizada por animais.

Por Fernando Rebouças

Quando falamos em fotossíntese, pensamos em plantas. Porém, nos últimos anos, cientistas têm perseguido a possibilidade da fotossíntese também ser executada por animais. Sabemos que a fotossíntese é um processo realizado pelas plantas e outros organismos como as algas. São seres autotrófos.

Apesar dos livros didáticos destacarem as algas como plantas, segundo pesquisadores, as algas, mesmo realizando a fotossíntese, não podem ser consideradas como plantas, por não possuírem raiz, caule e folha, possuem somente talo, e por terem surgido antes dos vegetais há 4,5 milhões de anos.

Na fotossíntese, um determinado organismo tem a capacidade de transformar a energia luminosa em energia química, no intuito de atender as necessidades metabólicas do próprio organismo. É um dos processos biológicos mais importantes para o planeta Terra.

O organismo que realiza a fotossíntese são referidos como organismo fotossintetizante, capturam a energia química na forma de ATP, uma molécula que armazena energia em suas ligações químicas; e na forma de NADPH, uma coenzima que nas células auxilia na oxi-redução. Essas moléculas são responsáveis pela geração da glicose e de outros componentes orgânicos a partir do CO2 capturado da atmosfera, e da água (H2O).

Recentemente, o centro de estudos de física da Universidade do Sul Toulon-Var, na França, detectaram a fotossíntese em insetos. Na verdade, o inseto em questão, o pulgão da espécie Acyrthosiphon pisum executava a fotossíntese no mesmo grau de uma planta, mas apresentou a capacidade de absorver energia luminosa para a sua nutrição. O resultado desta pesquisa foi divulgada na revista Nature. O pulgão ao ser colocado em local luminoso apresentam alto nível de ATP (adenosina trifosfato). A ATP é produzida a partir da glicose obtida na alimentação, mas, no caso das plantas e dos pulgões pesquisados, ele é gerado a partir da luz

Outro estudo envolve pesquisas com a lesma do mar da espécie Elysia chlorotica , que tem demonstrado a capacidade de desenvolver seu próprio alimento a partir da fotossíntese. Essa espécie vive na costa dos EUA e se alimenta de algas verdes. Os pesquisadores norte-americanos descobriram que depois de comerem as algas, as lesmas conseguem sobreviver por um longo tempo produzindo seu próprio alimento a partir da fotossíntese. O cloroplasto adquirido, que contém clorofila, pode ficar presente no organismo do animal por até nove meses.

Referências:

http://ciencia.hsw.uol.com.br/fotossintese.htm

http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/09/sobrevivendo-de-luz

http://www.pnas.org/content/105/46/17867.abstract?sid=b4a7f106-eaf1-4138-8c40-f592a17a0

http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/ambiente/biologo-afirma-que-algas-nao-sao-vegetais-4063.asp

http://www.biotec-ahg.com.br/index.php/acervo-de-materias/biotecnologiaanimal/472-lesma-do-mar-torna-se-ser-autotrofo

 

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