Jornalismo hiperlocal

Jornalismo hiperlocal

Por Fernando Rebouças

Imagine a sua rua sendo notícia ao vivo na televisão, na internet, no rádio e horas depois no jornal impresso descrevendo as pessoas envolvidas, o quarteirão ou o estabelecimento comercial onde ocorreu determinado fato, podendo este fato ser referente a um roubo, furto, sequestro, incêndio, ou entrevista de rotina sobre a sua cidade. Agora imagine essa matéria sendo reportada e acessada, ao mesmo tempo, por pessoas de seu bairro, cidade, país e do mundo inteiro por meio da internet móvel.

Esse exemplo serve para compreendermos o jornalismo hiperlocal, termo muito utilizado na imprensa norte-americana  para a prática do jornalismo na mínima escala de espaço e tempo, cujo conteúdo é acessado por pessoas conectadas o tempo inteiro pela conexão móvel. O acesso aos conteúdos digitais alcança um processo de popularização cada vez maior com qualidade e excesso de conteúdo.

O excesso de conteúdo nos remete a pensar sobre a qualidade do conteúdo e confiabilidade da fonte. O trabalho dedicado de um jornalista ou de um profissional da comunicação para apurar e obervar determinada notícia e conteúdo ainda é essencial para assegurar a fidelidade aos fatos,  suas causas e consequências.

Para compreendermos melhor o assunto, podemos citar um trecho do livro “Territórios do Jornalismo” de Sônia Aguiar, publicado pela editora Vozes e editora PUC-Rio, a respeito da relevância do conteúdo:

“A relevância do conteúdo hiperlocal é avaliada pela sua possibilidade de satisfazer pessoas ou entidades localizadas em pontos bem definidos, geralmente na escala de uma rua, de um quarteirão, de uma vizinhança, de um condomínio ou de um bairro; e no menor tempo possível. Nesse sentido, assemelha-se ao rádio allnews com equipe volante. Eventualmente, o âmbito da cobertura pode ter como referência uma pequena cidade. Alguns sites nos EUA concentram-se em tópicos ultraespecializados, que interessam restritamente a pessoas situadas em dado local (sejam residentes ou estejam apenas de passagem).”

A notícia pertencente ao jornalismo hiperlocal começa pelas pautas do cotidiano comum como fatos de uma determinada comunidade como programas culturais de uma cidade, eventos locais num bairro, situações registradas no trânsito, etc. Muitos desses fatos não são registrados por jornalistas profissionais, mas por cidadãos comuns que registram (filmam e fotografam com celulares) e distribuírem livremente nas redes sociais e demais plataformas digitais. Esses materiais produzidos por cidadãos comuns, quando atingem grande repercussão requer análise de jornalistas para confirmação dos fatos.

Conheça mais sobre o livro citado:

http://www.universovozes.com.br/livrariavozes/web/view/DetalheProdutoCommerce.aspx?ProdID=8532652875&

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