Marketing para médicos

Marketing para médicos

Atender bem o paciente, além de ajudá-lo a alcançar a cura, é desenvolver uma relação familiar de confiança.

Por Fernando Rebouças

Segundo Philip Kotler, um dos maiores consultores e especialistas em marketing do mundo, o marketing visa atender necessidades e desejos de consumidores em potencial  com qualidade, quantidade correta, preço justo e, nos dias atuais, com inovação e informação.

A inovação não é sinônimo somente de novas tecnologias, segundo Tim Brown, designer e consultor da empresa IDEO, autor do livro “Design Thinking”, a inovação está presente em todos os níveis de pesquisa e desenvolvimento de um produto ou serviço. Pode fornecer base para novos métodos de atendimento e estabelecimento de metas na qualidade da prestação de determinado serviço.

Devemos acreditar que o atendimento médico, independente se ocorre em nível de alta emergência ou não, envolve valores como credibilidade, confiança  e conforto (físico e emocional) dedicados para o paciente. O paciente deve ser visto, em primeiro lugar, como ser humano, um cidadão munido de direitos e deveres que busca no médico a orientação e a solução de suas dores, problemas físicos, psíquicos e emocionais.

Posteriormente, o paciente pode ser considerado como cliente, a partir do momento que ele obtém  a possibilidade de pagar por um plano de saúde ou consultas particulares cobradas diretamente. Neste estágio, além de ser um cidadão com plenos direitos de atendimento médico, torna-se em cliente.

Ir ao médico pode ser uma necessidade, principalmente, no caso do tratamento de uma dor ou de um problema em processo de diagnóstico, mas, ir ao médico, nos tempos atuais, também se tornou, em determinados casos, uma iniciativa oriunda de um desejo do paciente, como por exemplo, o desejo de realizar uma cirurgia plástica com o objetivo estético. Porém, em todos os casos, qualquer tipo de interferência terapêutica ou cirúrgica dependem da aprovação do médico para serem realizadas.

O marketing para os médicos se aplica antes, durante o atendimento (sem interferir na ética médica) e depois do atendimento. Num mundo repleto de serviços de saúde gratuitos, módicos e particulares, o profissional sente uma grande necessidade de se posicionar de maneira diferencial  para conquistar e fidelizar seus pacientes.

O médico, além de ter uma boa imagem na região onde atua, não pode depender somente da indicação “boca a boca” das pessoas, é necessário se manter informado sobre as pesquisas científicas, desenvolver e transmitir novas informações na forma de orientação para seus pacientes, incentivar o retorno do paciente ao consultório oferecendo uma revisão gratuita  da primeira consulta, enviar e-mails ou realizar telefonemas para os pacientes mais antigos com a preocupação de atualizar exames de rotina, entre outras ações que fidelizam o cliente no consultório.

Para o médico, o uso da internet e das redes sociais também se tornaram obrigatórias para a divulgação de seus serviços e localização, servindo de plataforma para o potencial de diálogo com seus pacientes e internautas em geral.

Essas iniciativas devem estar vinculadas à dedicação profissional e humana do médico e do profissional de saúde. O paciente somente permanece no consultório  quando o médico faz parte da vida do paciente.

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