Modernidade líquida (livro)

Modernidade líquida (livro)

Por Fernando Rebouças

Nascido em 1925, o sociólogo polonês, Zigmunt Bauman, faz um estudo profundo sobre a evolução da sociedade, sua organização, cultura e mercado no decorrer da história recente, mais precisamente no século XX, quando a humanidade migra da Modernidade sólida para a Modernidade líquida.

Nesta migração, que também envolver as artes, a visão de mundo e a organização do trabalho, o autor descreve as diferenças entre o capitalismo pesado e fordista existente na Modernidade sólida e o capitalismo leve e ultra tecnológico que se amadurece com grande velocidade e descarte de produtos e serviços.

O contexto de cidadania e individualidade também passa por transformações, implicando numa nova postura social do homem. Segundo Bauman:

“A sociedade que entra no século XXI não é menos “moderna” que a que entrou no século XX; o máximo que se pode dizer é que ela é moderna de um modo diferente. O que a faz tão moderna como era mais ou menos há um século é o que distingue a modernidade de todas as outras formas históricas do convívio humano: a compulsiva e obsessiva, contínua, irrefreável e sempre incompleta modernização; a opressiva e inerradicável insaciável sede de distribuição criativa (ou de criatividade destrutiva, se for o caso: de “limpar o lugar” em nome de um “novo e aperfeiçoado” projeto. (…) Como assinalava Lessing há muito tempo, no limiar da era moderna fomos emancipados da crença no ato da criação da revelação e da condenação eterna.”

O livro tem sido editado desde o ano 2000 pela editora Zahar, e é indicado para estudantes, professores e pesquisadores.

Mais detalhes: http://www.zahar.com.br/livro/modernidade-l%C3%ADquida

Livro ed. Zahar

 

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