O Homem que plantava árvores (livro)

O Homem que plantava árvores

“Certa vez, caminhando sozinho pelo sul da França, um rapaz se vê em maus lençóis: a paisagem é desértica, o vento ruge como uma fera, os vilarejos estão em ruínas e não se encontra água em nenhum lugar. Quando já vai perdendo a esperança, vê ao longe uma silhueta, que talvez seja um tronco isolado – mas é, na verdade, um velho pastor de ovelhas, que lhe dá água e abrigo. Só que esse não é um pastor como os outros. Quieto e calado, Elzéard Bouffier dedica-se mais que tudo a semear árvores: carvalhos, bordos, faias, bétulas e salgueiros, que planta em toda parte. Os anos passam, os encontros se repetem, a região vai cobrando outros ares e vida nova, sem que ninguém saiba como se produziu tamanha transformação – ninguém, a não ser os leitores desta fábula inspiradora de Jean Giono.”


Sobre o autor

Jean Giono nasceu em 1895 na cidadezinha de Manosque, na Provença. Abandonou os estudos em 1911 para trabalhar num banco. Em 1915 foi convocado para lutar na infantaria francesa. Após o fim da Primeira Guerra, casou-se com Élise Maurin e começou a escrever. Em 1929 Giono publicou o romance Colline, cujo êxito lhe deu a oportunidade de dedicar-se integralmente à literatura. Ao longo da década de 1930, publicou diversos romances, como Que ma joie demeure(1935), além de ensaios contra o novo conflito que se aproximava. Durante a ocupação alemã e no pós-guerra o autor passou por tempos difíceis, mas conseguiu trabalhar em dois grandes ciclos de romances: as Crônicas romanescas, entre as quais se destacam Un roi sans divertissement (1947), Les Âmes fortes (1950) e Le Moulin de Pologne (1952); e a série em torno do personagem Angelo Pardi, que lhe valeu grande sucesso com Le Hussard sur le toit (1951) e Le Bonheur fou (1957). Em seus últimos anos de vida explorou também outros gêneros, como no ensaio histórico Le Désastre de Pavie (1962). Faleceu em 1970, em Manosque. Escrito em 1953, O homem que plantava árvores esperou até 1980 para ter sua primeira edição em livro na França; e em 1988 uma adaptação da obra dirigida por Frédéric Back ganhou o Oscar de melhor curta de animação.

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