O zoneamento agroclimático

O zoneamento agroclimático.

O zoneamento agroclimático age pelo conhecimento do clima relacionado aos trabalhos na agricultura, principalmente em tempos de aquecimento global, perdas na agricultura podem ser causadas por questões climáticas. O zoneamento agroclimático é uma área de conhecimento e uma ferramenta de planejamento e ação que possui o objetivo de reduzir o risco de perdas na agricultura em razão do desequilíbrio climático.

Num trabalho de zoneamento agroclimático é necessário realizar o levantamento da característica de cada área a ser cultivada, além de conhecer os tipos de clima de cada região. Nos estudos e análises climáticas é necessário dados sobre a ocorrência de chuvas, temperatura e cultura agrícola.

Na década de 70, esse tipo de zoneamento era feito somente em grandes áreas e em macro levantamentos. Nos dias atuais, já há o zoneamento em micro escala em determinados municípios. O micro levantamento permite indicar com precisão o potencial produtivo de cada área e cultura, possibilitando o direcionamento de técnicas específicas para cada propriedade.

Não somente no Brasil, mas em todo mundo o zoneamento agroclimática tem mitigado as taxas de sinistralidade na agricultura permitindo prever e proteger as propriedades da variabilidade climática. Para manter a competitividade na produção agrícola a adoção dessas técnicas permite uma maior eficiência dos recursos empregados, preservação dos recursos naturais e ampliação da qualidade dos produtos agrícolas.

Por exemplo, no plantio de uma cultura, a água é considerada um recurso natural de grande importância e está relacionada com a distribuição das chuvas que, por sua vez, está ligado à distribuição das chuvas numa determinada localidade. A oferta de água numa região depende de processos hidrológicos que são aleatórios e , em determinadas situações imprevisíveis.

Num trabalho agroclimático, além do conhecimento hidrológico e da disponibilidade de água, dependendo da cultura cultivada.

Soja:

Definindo áreas menos sujeitas a riscos de insucessos devido a ocorrência de adversidades climáticas, o zoneamento agroclimático constitui-se numa ferramenta de fundamental importância em várias atividades do setor agrícola. A disponibilidade hídrica é um dos principais fatores responsáveis pelas variações de produtividade observadas no tempo e no espaço. O presente trabalho teve por objetivo delimitar as áreas com menor risco de insucesso ao desenvolvimento da cultura da soja, devido a freqüência de ocorrência de déficits hídricos. A primeira etapa do trabalho consistiu na obtenção de todos os dados necessários. Foram obtidos junto à Embrapa-Cerrados todas as séries pluviométricas, compreendendo os valores diários de precipitação pluviométrica, observados num período mínimo de 15 anos, abrangendo 139 estações no Estado do Paraná. O Iapar-Instituto Agronômico do Paraná forneceu a evapotranspiração potencial de referência para 30 locais do Estado, estimada pelo método de Penman. Para representar as cultivares de soja recomendadas para o Estado, foram eleitas duas cultivares hipotéticas, consideradas perfeitamente adaptadas as condições termofotoperiódicas dos diferentes locais, com ciclos de 120 e 130 dias, as quais denominou-se, para efeitos do estudo, de precoce e tardia, respectivamente. De posse dos dados necessários, foram estimados os índices de satisfação das necessidades de água (ISNA), definidos como a relação existente entre evapotranspiração real (ETr) e a evapotranspiração máxima da cultura (ETm), utilizando-se um modelo de simulação do balanço hídrico da cultura (Bipzon). Para definição dos níveis de risco agroclimático, foram estabelecidas três classes, de acordo com a relação ETr/ETm obtida: favorável (ETr/ETm 0,60); intermediária (0,60 >ETr/ETm>0,50); e desfavorável (ETr / ETm 0,50). Para efeito da simulação, as classes de solos foram agrupadas segundo sua capacidade de armazenamento de água, discriminados em tópico específico. Foram feitas simulações para nove períodos de semeadura. Para a espacialização dos resultados, foram empregados os ISNA estimados para o período fenológico compreendido entre a floração e o enchimento de grãos (período mais crítico ao déficit hídrico), com freqüência mínima de 70% nos anos utilizados em cada estação pluviométrica. Cada valor de ISNA observado durante esta fase, foi associado a localização geográfica da respectiva estação para posterior espacialização dos mesmos, utilizando-se um sistema de informações geográficas (SGI) desenvolvido pelo INPE. Foram confeccionados 54 mapas para o Estado, definindo-se as áreas de maior ou menor risco de ocorrência de déficit hídrico durante a fase mais crítica da cultura, caracterizadas como favoráveis, intermediárias e desfavoráveis, em função das diferentes épocas de semeadura. Adiante é apresentada uma página com os períodos de semeadura mais favoráveis, sob o ponto de vista hídrico, nos diferentes municípios. Estes períodos referem-se às datas de semeadura em que é menor a probabilidade de perdas por ocorrência de déficit hídrico durante a fase mais crítica da cultura.

Referências:

http://www.cpatu.embrapa.br/noticias/2007/agosto/2a-semana/zoneamento-agroclimatico-facilita-o-planejamento-agricola-1

http://www.cnpso.embrapa.br/html/zoneamento/

 

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