Peixe-beta

Peixe-beta.

Por Fernando Rebouças

Também referido como “peixe de briga” , o peixe-beta pertence à família dos Anabantídeos, é uma espécie originária da Tailândia, batizada com o nome de uma tribo de índios conhecida como “bettah”.

No Brasil, é conhecido como “peixe de briga siamês” e, em Portugal, como “peixe combatente”, por ser um peixe muito agressivo até mesmo entre o seu próprio grupo. As espécies macho são muito violentos e não podem conviver com outro macho no mesmo aquário por isso são chamados de peixes de briga.

A espécie consegue viver em águas paradas e mal oxigenadas. Se diferenciam de outras espécies de peixes que respiram submersos através das brânquias, o beta consegue retirar oxigênio da atmosfera graças à presença de um órgão auxiliar chamado labirinto.

Para criação em aquário, utilizam-se  aquários específicos conhecidos como betários, e medem cerca de 15x12x12cm. Os betários não necessitam de nenhum equipamento, tendo um custo de aquisição e manutenção baixo.

Quando criados em aquários menores, as fêmeas tornam-se agressivas, uma delas dominando sobre as demais. Em ambiente selvagem a espécie apresenta uma coloração discreta , de cor castanha , que se confunde com o meio ambiente e com alguns tons de vermelho e azul nas barbatanas, no ambiente natural são menores e menos agressivos em comparação às espécies domesticadas.

Na fase de reprodução, o macho costuma defender o seu território, forma um “ninho de bolha”, em seu território cortejam as fêmeas que no acasalamento liberam os ovos. Depois da fertilização, os machos inserem os ovos no ninho e expulsam as fêmeas do território.

O órgão que possibilita que esta espécie respire o oxigênio atmosfério, conhecido como labirinto, abre caminho para que o ar trafegue próximo da corrente sanguínea, permitindo a troca de oxigênio com o sangue num processo de difusão.

O labirinto permite ao beta sobreviver em águas pobres de oxigênios (nem sempre poluídas).

As cores e a anatomia do betta variam, a espécie possui 4 nadadeiras, a nadadeira Dorsal (acima do dorso do animal), a nadadeira Anal ( na parte de baixo do dorso, na “barriga”), a nadadeira Ventral ou Pélvica( próxima a cabeça do animal) e a nadadeira caudal.

Há espécies que apresentam uma cauda dupla, que apresenta a característica de possuir uma cauda dividida em duas partes, regra geral a sua divisão é homogénea e existindo tanto curtas como longas. Há a cauda de véu, caracterizada por serem em geral bastante longas e finas.

Existem também outros tipos de cauda:

– Cauda delta : possui um tamanho bastante razoável e pela abertura em forma de leque, no momento de demonstração de força do macho, o ângulo da cauda realiza uma abertura entre os 30º aos 100º de ângulo.

– Cauda super delta : similar a delta, mas com uma abertura superior a esta, podendo ir de um ângulo mínimo de 100º ate os quase 180º.

– Cauda meia-lua : são chamados de esta maneira devido a abertura da cauda a quando quer fazer-se notar ser igual a 180º.

– Cauda de coroa : caracterizada por ter em todas a barbatanas (ventrais, dorsal e peitoral) e cauda prolongamentos dos filamentos espinhosos, de vários tipos, como os raios duplos, triplos, múltiplos, desordenados e cruzados.

– Cauda curta : a cauda apresenta características o similares ao dos seus ancestrais,  sendo bastante curta e arredondada,  a barbatana ventral tem um acabamento característico acabando na maioria em bico.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Betta_splendens

http://bbel.uol.com.br/vida-moderna/post/peixe-beta-facil-de-cuidar.aspx

 

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