Polarização política no Brasil

Polarização política no Brasil

Durante o período eleitoral, os cidadãos são bombardeados por discursos e promessas partidárias. Cada candidato apresenta a sua “verdade” e aponta os seus adversários como portadores de ideologias e projetos inadequados para a realidade e a moral política.

No últimos anos, no Brasil, desde o processo de impeachment de Dilma Rousseff, o país tem vivido um processo de polarização política na qual diferentes grupos de expressão de esquerda, centro e direita tentam obter destaque. Sabemos que a distinção entre política de esquerda e direita é antiga, surgiu desde os tempos da Revolução Francesa no final do século XVIII.

Depois de um período de hegemonia da centro-direita entre os anos 1989 e 2002, o país elegeu um candidato de esquerda e vivenciou a era Lula-Dilma entre 2002 e 2016, considerando que no segundo mandato do presidente Lula (2006-2010) o país atingiu bons resultados econômicos e sociais que a sua sucessora não conseguiu manter a partir de 2012, porém a baixa taxa de desemprego e a manutenção de programas sociais como a Bolsa Família e o FIES ajudaram a reeleger Dilma Rousseff nas eleições de 2014 derrotando seu então oponente, Aécio Neves.

O aprofundamento da crise econômica no Brasil em 2015 e 2016, a perda das alianças políticas entre PT e o centrão no Congresso Nacional incentivaram a abertura do processo de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff que, apesar de não ser acusada de corrupção como o seu antecessor e seus ex-aliados no Congresso, foi destituída do cargo de Presidente da República num processo de impeachment pelo crime de responsabilidade fiscal encaminhado na Câmara num clima de traição política interna praticada pelos partidos até então aliados ao PT, possibilitando que o vice-presidente, Michel Temer do MDB, assumisse.

Todo esse processo de crise política e econômica no Brasil entre 2014 e 2016 gerou um ambiente propício para o surgimento de novos partidos, de novas alianças políticas e do discurso de “nova política” contra a “velha política”.

Numa visão esquemática, a esquerda é formada por políticos que defendem o bem individual como resultante do bem comum, o Estado deve atuar em prol do bem comum. A direita parte dos direitos e deveres do indivíduo, pois se cada um lutar pelo seu bem individual, defende a propriedade privada e a menor intromissão do Estado nas relações sociais e de mercado, o Estado existe para garantir o equilíbrio e a segurança no país.

Os partidos de centro são, comumente, formados por elementos da esquerda e da direita que possuem uma visão menos radical, porém, na prática da política brasileira o centrão costumou ser formado por “partidos fisiológicos”, partidos que dominam o legislativo e apoiam o governo em troca de ministérios e domínios em determinados setores.

 

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