Prático

Prático.

Por Fernando Rebouças

O prático é o profissional possuidor de experiência e conhecimentos técnicos em navegação, condução e manobra de navios. Além desses conhecimentos, também apresenta noções sobre  o comportamento das correntes marítimas, marés, ventos, acostagens e perigos submersos.

O prático, além de conduzir e manobrar navios, também auxilia o comandante na condução em áreas de navegação restritas no meio ambiente marítimo. Tendo como referência o Código de Hamurabi, de quarenta séculos atrás, o prático possui deveres, ganhos e está passível a penalidade caso cause algum transtorno na condução das embarcações.

O prático é responsável pela  segurança das embarcações, de seus tripulantes, passageiros e cargas, pela manutenção dos canais de acesso desimpedidos e da operacionalidade dos terminais de carga e descarga dos navios.

Além de assegurar a segurança descrita acima, o prático é responsável pela segurança do meio ambiente aquático, evitando o derrame de combustíveis e substâncias químicas nocivas no mar.

Por meio de sua habilidade e conhecimento local, o prático emprega seus serviços em  navios de maior porte, com máxima segurança dentro dos limites hidrográficos do Porto. Sua tarefa é otimizar o escoamento das cargas de interesse de cada região que recebe a carga do navio. O prático possui responsabilidades com a proteção da vida humana, a preservação do meio ambiente aquático, a manutenção da navegabilidade nos canais de acesso e a proteção do patrimônio público ou privado envolvido na manobra, abrangendo navios, rebocadores, lanchas e instalações portuárias.

No Brasil, o trabalho do prático é conhecido como “praticagem”; em Portugal, como “pilotagem”, sendo referência de serviço de auxílio oferecido aos navegantes, geralmente disponível em áreas que apresentem dificuldades ao tráfego livre e seguro de embarcações, em geral de grande porte. Tais dificuldades podem ser relativas a ventos, estado do mar, lagos ou rios, marés, correntes, bancos de areia, naufrágios, visibilidade restrita, entre outras.

Em Portugal, esse profissional é referido como piloto. A profissão segue as bases das convenções internacionais ratificadas em cada país. Para concorrer a uma vaga de empresa pública, o candidato realiza concurso público que aborda as matérias de Autoridade Marítima, Navegação, Manobra de Embarcações, Arte Naval, Marinharia, Comunicações no mar, Inglês Técnico e outros conhecimentos.

No Brasil, a profissão é representada pela CONAPRA (Conselho Nacional de Praticagem), uma associação profissional, sem fins lucrativos, reúne os Práticos brasileiros, e os representa perante as Autoridades Governamentais e entidades representativas do meio marítimo. A CONAPRA é uma entidade  reconhecida pela Autoridade Marítima (Portaria 0031 de 24/04/2000) como Órgão de Representação Nacional de Praticagem, com tarefas específicas previstas na Normam-12 (Norma da Autoridade Marítima para o Serviço de Praticagem) e em Portarias da DPC.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Praticagem

http://www.conapra.org.br/conapra/institucional/conapra.jsp

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