Programa nuclear do Irã

Programa nuclear do Irã.

Por Fernando Rebouças

O Irã lançou o seu Programa Nuclear em 1950. Na época o país teve a ajuda dos EUA na elaboração do programa, a ajuda norte-americana foi justificada pelo projeto “Átomos para a Paz”.

Em 1979, durante a Revolução Islâmica, o governo iraniano engavetou a continuação do programa que retornaria anos depois sem ajuda externa. O programa é composto por centros de pesquisa, mina de urânio, reator nuclear e centros de processamento de urânio e de enriquecimento de urânio.

A empresa alemã Kraftwerk deixou de desenvolver o programa iraniano em 1979, deixando pela quase metade a construção de dois reatores por pagamentos atrasados e por pressão do governo norte-americano. A conclusão dos reatores foi iniciada em 1995, por meio de um acordo firmado entre o Irã e a Rússia.

O acordo entre o Irã e a Rússia previa a instalação de um reator de água pressurizada prevista para o ano de 2009. O governo do Irã desde então tem anunciado pretensões de desenvolver uma nova central nuclear com capacidade de 360 MWe na região de Darkhovin, além de aprofundar os projetos de exploração de novas minas de urânio.

Apesar das desconfianças  por parte dos EUA e do ocidente, o Irã alega que tais investimentos tem o objetivo de aumentar a capacidade de geração de energia elétrica em até 6.000 MW. Mesmo anunciando  que utilizará a produção atômica para fins pacíficos, o Conselho de Segurança da ONU adotou três resoluções de sanção contra o Irã, com o intuito de isolar o país e convencê-lo a desistir dos investimentos.

O assunto é gerido pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e pelo grupo “5+1” composto pela China, França, Reino Unido, Rússia (partes do Conselho de Segurança) e a Alemanha.

Em agosto de 2002, o Conselho Nacional de Resistência do Irã havia anunciado que o país estava enriquecendo urânio nos laboratórios de Natanz. No ano seguinte, A Agência Internacional de Energia Atômica alegando desrespeito por parte do Irã ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear, exigiu que o país permitisse a realização de inspeções.

Em julho de 2006, o setor de CS da ONU exigiu que o Irã suspendesse suas atividades nucleares até agosto, o prazo foi desobedecido. Em setembro do mesmo ano, Rússia e Irã fazem novo acordo para iniciar a instalação da primeira estação de energia nuclear do Irã.

Porém, as suspeitas de enriquecimento de urânio no país continuando incomodando a AIEA. No início de 2007, o Irã chegou barrar o acesso de 38 inspetores da AIEA como retaliação às sanções sofridas.

Até o ano de 2010, depois de testes de produção nuclear e de conflitos diplomáticos; o Irã, no dia 17 de maio de 2010, assinou acordo com o Brasil e a Turquia, no qual prometeu trocar o uso do urânio enriquecido pelo combustível nuclear.

As negociações foram iniciadas pela diplomacia brasileira, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva , com a colaboração do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan , e a aceitação do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. O acordo significou uma vitória importante no impasse nuclear, apesar de algumas desconfianças persistirem por parte do Conselho de Segurança.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_nuclear_iraniano

mapa: http://www.estadao.com.br/especiais/o-programa-nuclear-do-ira,15631.htm

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u105016.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u736116.shtml

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