Relação do transporte público na saúde do trabalhador

Relação do transporte público na saúde do trabalhador.

Por Fernando Rebouças

A estrutura de uma cidade ou de um núcleo urbano deve acompanhar o crescimento demográfico da região e as novas demandas por serviços públicos, incluindo o setor de transporte público. No Brasil, nas principais capitais do país, usuários de transporte público (ônibus, metrô, trem e barca) enfrentam estresse causado pela superlotação dos veículos, pelo alto preço das passagens, pelo mau atendimento recebido e pela demora no trajeto.

Além da infraestrutura, dos custos e do serviço social que o transporte público deve oferecer com qualidade e acessibilidade aos usuários (na maioria, trabalhadores e estudantes), o péssimo serviço prestado no transporte público brasileiro compromete a saúde física e psicológica das pessoas. O organismo das pessoas reage automaticamente, gerando um estado de surto, adrenalina e estresse permanente que prejudica a saúde e o desempenho no trabalho.

Essa situação também compromete a qualidade de vida do cidadão, que paga altos impostos e elevados preços pela passagem, mas não recebe um melhor serviço de transporte público e acessibilidade urbana. Dentro de um ônibus ou vagão lotado, parado num engarrafamento, o passageiro sofre elevação de sua pressão arterial, falta de ar, calor e queda no nível de açúcar no sangue.

O ideal para toda a cidade é a oferta de transporte público coletivo não poluente, seguro e confortável para todos, com abundância de veículos, preço acessível e uma cidade planejada com vias bem projetadas para evitar engarrafamentos e a concentração de pessoas e veículos numa determinada região. Por que todos devem trabalhar no mesmo bairro ou região? Seria necessário um novo reordenamento de investimentos econômicos que distribuísse melhor as empresas, produtos e serviços, consequentemente, a abertura de novos postos de trabalhos em outros bairros da periferia, evitando que todos se deslocassem ao mesmo tempo para as regiões centrais da cidade. O incentivo ao trabalho realizado em casa também é uma das saídas.

Mas, sabemos que nem todos podem escolher onde e quando trabalhar, sendo o transporte público coletivo uma necessidade diária. Devemos considerar que uma rede de transporte público eficiente e sustentável ajuda a reduzir as emissões de gases de efeito estufa e auxilia a diminuir os problemas de saúde causados pelo estresse, pela pressão psicológica, sedentarismo e obesidade. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a mobilidade urbana está diretamente vinculada à saúde e qualidade de vida em mais de 300 estudos realizados pela instituição.

Um bom sistema de transporte público pode ajudar a prevenir um grande conjunto de doenças não transmissíveis, incluindo as cardiovasculares e as pulmonares; e impedir acidentes de tráfego.

 Referências:

http://envolverde.com.br/saude/saiba-porque-o-transporte-publico-de-qualidade-reduz-doencas-e-mortes/

http://saude.ig.com.br/o+estresse+no+transporte+publico+e+o+impacto+na+saude/n1237781332176.html

 

 

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