Saturação das mídias sociais

Saturação das mídias sociais.

Por Fernando Rebouças

Antes do surgimento do Facebook, em meados dos anos 2000, a maioria dos brasileiros utilizavam o Orkut, posteriormente, o Twitter ascendeu como mídia social propícia para troca de informações, contatos e mensagens; e apesar do fortalecimento do Facebook a partir do ano de 2007, o Twitter se manteve estável no Brasil e crescente nos EUA, porém, o Orkut teve a sua ‘morte’ decreta pela forte avanço da mídia social desenvolvida por Mark Zuckerberg.

No ano de 2011, muitos analistas de web começaram a apostar que o Facebook, apesar de sua força e integração com diferentes tipos de sites e aplicativos, poderia logo perder popularidade para o Google + (mídia social lançada pela Google, facilmente utilizada por meio de cadastrado ou ativação via Gmail). Desde 2010, o Facebook tem se mantido forte como a primeira mídia social do mundo. Entre 2012 e 2013, o Google + superou o Twitter em número de usuários em diferentes países, se posicionando como a segunda mídia social mais popular.

Porém, a questão que começou a ser levanta num mundo digital repleto de diferentes mídias sociais para usos gerais e específicos (citamos no início deste artigo somente as mais utilizadas) é se a mídia social como plataforma de comunicação poderia vir a apresentar saturação na vida das pessoas e no mercado consumidor. Estaríamos vivendo uma “bolha de interesse” pelas mídias sociais que estouraria após 20 ou 30 anos de intenso uso, ou viveremos sempre num eterno ciclo digital em que uma mídia social superará a outra, como ocorreu entre o Facebook e o Orkut?

As respostas devem ser respondidas em nível global e regional. Nos EUA, uma reconhecida empresa de Análise de Tráfego na Internet, a Experian, divulgou dados a respeito da queda do uso das redes sociais nos países em que são mais utilizadas pelos internautas. Entre 2011 e 2012, na Inglaterra, o uso dessas mídias caiu de 25% para 22%. A mesma queda foi percebida entre os usuários de Facebook e Twitter. Por outro lado, foi detectado um crescimento de 15% no uso do YouTube (considerado uma rede social por alguns especialista, mas referido como plataforma de conteúdo por outros analistas).

Os gerente de marketing atribuem o processo de queda e de estabilização no percentual de usuários de redes sociais à mudança do uso de equipamento eletrônico, as pessoas não acessam mais a internet somente por meio do computador de mesa, mas também no laptop, tablets e smartphones. O uso da internet móvel incentiva o uso rápido e a utilização de outros tipos de aplicativos para troca de imagens e mensagens. Para não perder o interesse dos internautas , o Facebook tem investido em aplicativo específicos para a internet móvel.

No Brasil e nos demais países emergentes, as redes sociais não apresentam a saturação ou a estabilização do número de usuários registrada nos países desenvolvidos. Nos últimos anos, o Facebook apresentou crescimento de mais de 192%, alcançando mais de 30 milhões de usuários. No Brasil, o superado Orkut também conseguiu aumentar o número de usuários em 5%. No mundo, os países mais atraentes paras as mídias sociais sãos os pertencentes ao grupo dos emergentes, como Brasil, China e Índia.

Referências:

http://rede.outraspalavras.net/pontodecultura/2013/04/17/redes-sociais-comecaram-a-declinar/

http://www1.folha.uol.com.br/tec/1040055-saturacao-das-redes-sociais-ainda-esta-longe-do-brasil.shtml

 

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