Sectarismo na guerra da Síria

Sectarismo na guerra da Síria.

Por Fernando Rebouças

O sectarismo religioso é uma pesada realidade em países como Iraque e Líbano. Recentemente, jovens seminaristas xiitas iraquianos se ofereceram para combater os religiosos sunitas na Síria. No território sírio, durante os confrontos entre os rebeldes e as tropas do governo, os xiitas se tornaram no principal alvo.

A guerra da Síria tem gerado perdas humanas e materiais, e tem provocado um amplo conflito sectário religioso que tem mobilizado religiosos de países vizinhos como o Iraque e o Líbano que se oferecem para ajudar a combater rebeldes de outras denominações islâmicas e religiosas.

Estudiosos acreditam que a inserção da divisão religiosa e étnica nos conflitos poderá prejudicar as bases de países surgidos depois do colapso do Império Otomano. O sectarismo na guerra da Síria ganhou combustível após a divulgação de imagens e em que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, abate sunitas em seu país com o apoio de iranianos.

A guerra da Síria foi iniciada a partir de protestos pacíficos contra o presidente e ditador Bashar al-Assad, e no decorrer de dois anos já estava amadurecida como conflito armado travado entre o exército do país e os grupos de rebeldes que defendem a queda do ditador, assim como efetuado no Líbano.

O sectarismo tem ocorrido também em outros países do Oriente Médio. Países como Arábia Saudita, Catar e Turquia possuem governos sunitas e apoiam a rebelião contra presidente Assad, xiita apoiado pelo Irã, país aliado também xiita. As mortes ocorrem nos dois lados, tanto sunitas e xiitar sírios e estrangeiros morrem.

Segundo o departamento de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), os conflitos alimentados pelo sentimento sectário poderá alongar ainda mais a duração do conflito na Síria, segundo Navi Pillay, alta comissária da ONU:

“Se a situação atual persistir ou se deteriorar ainda mais, ocorrerão mais massacres sectários. A incitação à violência por motivos religiosos ou étnicos, assim como a participação de cada vez mais combatentes estrangeiros são sinais premonitórios de mais violência. (…) as forças do governo e suas milícias filiadas realizaram atos de castigo coletivo contra a população civil que acredita-se que simpatize com a oposição”.

Referências:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/06/1291825-guerra-civil-siria-alimenta-sectarismo-regional.shtml

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/onu-siria-tera-novos-massacres-sectarios-se-guerra-nao-acabar,2b29bfc217eee310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

 

 

 

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