Sobrecarga cognitiva

Sobrecarga cognitiva.

Por Fernando Rebouças

Toda demanda de memória utilizada no processo de aprendizado é referida como carga cognitiva, ou seja, toda quantidade de conteúdo e desdobrar de conhecimento que a pessoa registra em sua memória durante a instrução e capacitação.

No uso do computador e da internet como meios de instrução, a carga cognitiva abrange o processo mental capaz de acessar e interpretar o conteúdo apresentado em janelas, ícones e objetos.

No processo cognitivo de conteúdo instrutivo virtual, há na elaboração do design de um site educacional, por exemplo, uma preocupação em reduzir os excessos visuais como maneira de reduzir a quantidade de processamento entre o aprendiz e o sistema. Um design simplificado permite um maior aproveitamento no processo de aprendizagem.

Portanto, as interfaces num computador refletem diretamente na interpretação e no nível de acesso do usuário e em seu gasto mental com a atividade de absorção de informações. Para exigir menor esforço mental e, possivelmente, menor risco de sobrecarga cognitiva é necessário projetar sites e sistemas de acessos que exibam e facilitem a interatividade de maneira transparente.

No ambiente acadêmico e no ambiente profissional , a repetição de rotinas em tarefas como forma de atender a uma demanda de informações e desempenho profissional caracterizado pelo excesso de tarefas de análise e exercício mental geram um tipo de estresse conhecido como “sobrecarga cognitiva”.

A sobrecarga cognitiva gera um descompasso entre experiência, habilidade e temperamento da pessoa. Além de prejudicar o nível de detalhes e qualidade de uma tarefa.

Na maioria dos casos, no processo de absorção das tarefas, informações, pesquisas e execução, o profissional é motivado a adquirir determinado conhecimento de modo rápido em grande quantidade e de processá-lo mais rapidamente em sua mente na busca de resultados e soluções.

A carga cognitiva, em sua teoria, estuda como os recursos mentais de aprendizagem e de soluções de problemas são utilizados. Muitas vezes, a relação entre aprendizagem e resolução e os objetivos de cada tarefa e situação se afastam das atividades cognitivas.

A aquisição de informação e, consequentemente, de competências ficam impedidas em virtude de carga cognitiva gerada em atividades paralelas, fora do foco real. Um material de orientação pode facilitar ao indivíduo o processamento de aprendizagem e de objetividade no uso da capacidade cognitiva em atividades relevantes na aprendizagem e nos momentos de solução de problemas.

Um texto precedido de imagem (ilustração), por exemplo, facilita no processo de aprendizagem , por outro lado, texto e ilustração apresentados em momentos isolados prejudica a absorção da informação completa, desestimulando a aquisição de orientação e facilidade em responder a processos de solução.

Referências:

http://penta2.ufrgs.br/edu/cognitpagweb/gastocognitivo.htm

www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v22n64/a01v2264.pdf

http://historiatic.yolasite.com/aprendizagem-multimedia-e-carga-cognitiva.php

 

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