Umberto Eco

Umberto Eco

Por Fernando Rebouças

Reconhecido como um dos maiores escritores dos últimos tempos, o italiano Umberto Eco nasceu em Alexandria no dia 5 de janeiro de 1932, faleceu em 19 de fevereiro de 2016, em Milão. Além de escritor atuou como filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo.

Atuou como professor na Universidade de Columbia, em Harvard. Foi colunista na revista semanal italiana L’Espresso. Como escritor, dentre as obras mais marcantes , podemos destacar  “O nome da rosa” , “O Cemitério de Praga” e “O pêndulo de Foucault”. Em 2010, lançou, junto com Jean-Claude Carrièra, a obra “Não Espere se Livrar dos Livros”, no Brasil com o título “Não contem com o fim do livro”. O seu último romance lançado em vida foi o “Número Zero” em 2015.

Faleceu aos 84 anos no dia 19 de fevereiro de 2016. A editora Record republicou no Brasil o livro “O pêndulo de Foucault” em edição revisada e nova capa. A obra é considerada o ”Código Da Vinci” dos intelectuais, sendo Umberto Eco reconhecido como o criador de um verdadeiro universo literário, leia um trecho do livro:

“Sempre sem poder desviar os olhos da chave da abóbada, retrocedi, passo a passo – pois que em poucos minutos, tão logo entrei, tinha gravado o percurso na memória, e as grandes tartarugas de metal enfileiradas nas laterais eram imponentes o bastante para assinalar sua presença pelo canto do olho. Recuei ao longo da nave, em direção à porta principal, e novamente senti sobre minha cabeça aqueles ameaçadores pássaros pré-históricos de tecido esfrangalhado e fios metálicos, aquelas libélulas malignas que uma vontade oculta havia feito pender do teto da nave. Eu os tomava por metáforas sapienciais, bem mais significantes e alusivas do que o pretexto didascálico fingia querer que fossem. Voos de insetos e répteis jurássicos, alegoria das longas migrações que o Pêndulo em terra estava reencetando, arcontes, emanações perversas, eis que mergulhavam contra mim com seus compridos bicos de arqueoptérix – o aeroplano de Breguet, o de Bleriot, o Esnault e o helicóptero de Dufaux.”

(pág 19.)

O livro expõe um autor erudito e, ao mesmo tempo, bem-humorado. A leitura é indicada para leitores ávidos por mistérios ocultos, conteúdo culto e muito suspense. Umberto Eco deixou um grande legado na área acadêmica e literária, cabe a nós, leitores, preservar e valorizar.

Conheça mais o livro “O pêndulo de Foucault” no site da editora Record:

http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=29198

Capa:

Assista à entrevista de Umberto Eco à TV brasileira:

 

 

 

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