Usina Nuclear na índia

Usina Nuclear na índia.

Por Fernando Rebouças

A Índia tem implementado projetos de usinas nucleares seguras para atender a demanda de 25% de energia elétrica até o ano de 2050. Segundo o governo indiano e os investidores do setor, o país tem investido em tecnologias que mitigam os riscos atuais existentes em grande parte das usinas nucleares existentes no mundo.

Ainda afirmam que a energia nuclear segura é essencial para a composição da chamada “bolsa mista de abastecimento” que pretende atender o consumo de energia elétrica dos próximos 30 anos. Pesquisadores de diferentes organizações internacionais têm acompanhado a evolução do setor de geração de energia nuclear no país.

Atestaram que a Índia reduziu em 40 anos a participação do petróleo na matriz energética do país de 80% para 45%. As usinas nucleares cresceram em 24% na participação do abastecimento de energia, porém, seguindo normas e parâmetros de segurança.

A Índia detém um quarto das reservas mundiais de tório, um metal que pode substituir o urânio, o que garante a independência nuclear do país no setor energético. O país iniciou a construção de um reator-protótipo que funciona com água pesada e tório.

A construção dessas instalações ajuda na geração de emprego no setor civil de energia nuclear. O primeiro reator desse modelo poderá entrar em franca atividade em 2020. Considerando a instalação de usinas nucleares no mundo e suas funcionalidades, a Índia é um dos países mais avançados em segurança no objetivo de substituir os combustíveis fósseis e dos insumos nucleares tradicionais, como o urânio e o plutônio.

O tório é um mineral que gera detritos radioativos 50% inferior ao gerado pelo urânio, sendo encontrado em grande escala no país. Calcula-se que as reservas de tório na Índia sejam de 290.000 toneladas, contra 70.000 de urânio.

No mundo, considerando a atual demanda e uso do urânio, o mesmo poderá se esgotar no planeta nos próximos 50 ou 70 anos, caso os países que utilizam o urânio não consigam implementar sistemas de regeneração desse combustível nuclear. A França é um dos países mais avançados na reutilização do urânio regenerado. Para não arcar com os altos custos de regeneração do urânio, a Índia naturalmente utilizará o tório.

Referências:

http://envolverde.com.br/ips/inter-press-service-reportagens/camponeses-indianos-protestam-contra-a-energia-nuclear/

http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=38&cod_noticia=17535

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2094154-EI299,00.html

 

 

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