ZAE da Cana

ZAE da Cana.

Por Fernando Rebouças

O Zoneamento Agroecológico da cana-de-açúcar brasileira permite, ao lado de avanços tecnológicos nas usinas uma maior extração do etanol por tonelada de modo mais limpo e com menor custo. O ZAE da cana-de-açúcar realizará uma produção mais eficiente do etanol na relação com o benefício ambiental na produção de biocombustível proveniente da cana-de-açúcar.

Segundo a Agência Internacional de Energia, o etanol da cana tem a capacidade de diminuir a emissão de gases de estufa em até 90%. Com o uso do etanol, segundo dados do Ministério das Minas e Energia, o Brasil deixou de emitir cerca de 850 milhões de toneladas de CO².

Os avanços tecnológicos nas usinas referem-se principalmente à extração de etanol de cana limpa, ou seja, é possível extrair 80 litros de etanol por tonelada sem a palha. Mas o ZAE (Zoneamento Agroecológico Nacional da Cana-de-açúcar), conhecido como ZAE Cana, impões regras sobre a expansão da agroindústria canavieira com o intuito de orientar a formulação de políticas públicas para o setor sucroenergético.

Na proposta do governo federal, por meio do ZAE Cana, é proibido a construção de novas usinas e a expansão da produção da cana-de-açúcar em áreas de vegetação nativa e de proteção ecológica, como por exemplo na Amazônia, Pantanal e na Bacia do Alto Paraguai.

Essas regiões, junto com as Unidades de Conservação e reservas indígenas, representam mais de 80% do território nacional. O ZAE Cana possui critérios econômicos favoráveis a modelos sustentáveis para a expansão da agroindústria brasileira no setor sucrienergético.

Segundo o ZAE Cana, está previamente determinado:

– 64 milhões de hectares para o plantio da cana;

– Expansão do plantio da cana-de-açúcar dentro de 7,5 % do território nacional;

– Produção sustentável.

 Por meio do ZAE, o Brasil produzirá um etanol 100% verde, com uma produção eficiente e que respeita o meio ambiente. Atualmente, cerca de dez montadoras de automóveis utilizam o biocombustível em seus motores, com o planejamento de produção de 100 modelos de carros flex diferentes no Brasil, o que mantém uma demanda de longo prazo para o etanol.

 Referências:

http://www.agrosoft.org.br/agropag/211857.htm

http://www.folhadomeio.com.br/publix/fma/folha/2009/09/cana203.html

 

 

 

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